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Paulo Murilo Rosas há muitos anos dedica-se ao estudo e prática de Yoga. Estudou e pesquisou na Índia sob a orientação de vários mestres. No Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, fundou o Centro de Estudos Vidyaa-Mandir, onde dá aulas e orienta alunos a alcançarem o equilíbrio do corpo e da mente. Grande parte de seus ensinamentos está contida no livro A Psicologia do Tantra, de sua autoria e de onde retiramos o texto a seguir. No XIII Congresso Nacional de Yoga proferirá palestre sobre Meditações Tântricas.
Visão de Identidade /
Níveis de Cosciência
Ao estudarmos os níveis de consciência
através dos Cakras, passamos a ter uma constante ampliação
de visão de identidade (o que e quem somos). até
chegarmos ao nível do sahasrara Cakra, quando teremos uma
visão unibarcante, ou melhor, vivenciaremos quem somos. Damos
alguns exemplos:
a) O nível Muladhara Cakra, nos
identificamos com nosso corpo. Normalmente, dizemos: eu sou gordo,
magro alto etc ... Neste nível, o sentimento de segurança
e o ambiente onde vivemos e interagimos é muito importante.
Sentimos-nos em conflito quando não estamos seguros e
confiantes no nosso meio ambiente.
b) NO NÍVEL Manipura, NOS IDENTIFICAMOS COM
O EGO, AHANKRARA, UM PERSONALIDADE COM GOSTO E AVERSÕES E COM
PROCESSOS EMOCIONAIS. NESTE NÍVEL NOS SENTIMOS AMEAÇADOS
NÃO SOMENTE mas também pelo nosso corpo que nos impede
de mostrar toda a potencialidade, e nos julgamos como sendo este ser
limitado.
c) No nível Ajna nos identificamos com
nossa mente e com a auto-imagem mental associada aos processos
emocionais e intelectuais. Neste nível, nos sentimos ameaçados
não só pelo meio ambiente e o corpo, mas também
pela auto-imagem mental que criamos e que nem sempre corresponde à
realidade do que somos.
À medida que nos aprofundamos nesse estudo
passamos a perceber os diversos níveis de consciência e
os diversos tipos de problemas e potencialidades de cada nível,
tornando-nos capazes de nos orientarmos no caminho do
autoconhecimento. Passamos a perceber e a reconhecer em que nível
surgem os problemas ou conflitos atuais, e assim , a empregar para
determinado conflito o remédio para aquele nível.
É interessante notar que, em cada um desses
níveis, temos diversos tipos de compreensão do “eu”
e vivenciamos problemas inerentes a esta identificação.
Esta compreensão nos leva a um dos pontos
mais interessantes desta análise, que é o vasto
crescente interesse pelos diversos tipos de escolas e técnicas
do Yoga que lidam com diversos níveis de consciência
cakrika.
A pessoa realmente interessada no seu processo de
autoconhecimento encontra uma variedade tão grande de técnicas
de Yoga, que mal consegue se decidir por onde começar ou no
que acreditar, pois algumas escolas parecem se contradizer. Quando na
verdade elas são embalagens próprias para diferentes
níveis de consciência que estamos vivendo
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