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Lê Yoga, um art de vivre PDF Imprimir E-mail
Escrito por Marine Vial   
24-Jan-2010

capa.jpgTradução de Rosa Ferraz

É importante saber desde o início que para praticar yoga é indispensável não dissociar o mental do corpo físico. O nome yoga significa união. Sua prática não é complicada, partindo-se do princí­pio de conservar a mente em paz e o cor­po em boa saúde.

A yoga nasceu há mais de cinco mil anos, na índia. Ela coloca em prática uma filosofia chamada Vedanta, a qual está expressa nos upanishads, antigos escritos sânscritos (o sânscrito era a antiga língua clássica da índia, rica de elementos vi­tais da mística e da filosofia hindus). Os exercícios físicos que tendem a melho­rar o controle do corpo e do espírito são as asanas (posições) que se pratica nos ashrams, verdadeiros oásis de paz, locais de meditação afastados de todas as obri­gações da vida quotidiana.

As técnicas da yoga são mais conhe­cidas sob o termo HATHA-YOGA, HA sig­nificando sol, luz, calor, positivo, e THA - lua, frio, reflexão e negativo, o todo que envolve a união dos contrários.

Classicamente a yoga é sempre transmitida de um mestre a um discípu­lo, ou se preferir, de um professor a um aluno. E se é mais recomendável no iní­cio escutar os conselhos de especialis­tas, também é possível praticar em casa as posturas simples de yoga. Certas defi­nições são importantes e certos nomes são muito usados na prática de yoga. Os chakras são os sete centros de energia espiritual do corpo. O mais elevado corresponde a grande pineal localizada no topo da cabeça, os outros situam-se ao longo da espinha dorsal. O prána é a energia vital circulando no corpo atra­vés de canais: os nadís. Os pranayamas, exercícios respiratórios, têm por finalida­de purificar o corpo e permitir alcançar um estágio avançado de controlar o prána.

Cinco grandes princípios regem a yoga: saber respirar, nutrir-se, relaxar, meditar e colocar em prática os exercí­cios.

A respiração é essencial porque não se pode viver sem ela, mas poucas pes­soas sabem realmente aproveitá-la em seu corpo. Bem respirar e utilizar seu diafrag­ma fazendo partir sua inspiração dos mús­culos abdominais. À medida que seus pulmões se enchem de ar, você deve sen­tir a caixa torácica dilatar-se. Aprender a respirar alternativamente por uma narina e outra, é também muito importante.

Antes de começar toda sessão de yoga, é preciso relaxar na postura "do cadáver" até que o corpo se encontre • num ritmo cardíaco lento e calmo. Na parte alimentar, o vegetarianismo é o re­gime ideal, e recomendado pela filoso­fia yogue.

A meditação é sem dúvida um esta­do mais demorado a alcançar quando se inicia, mas ela é indispensável. É um melhor conhecimento de si, de suas emo­ções, uma sorte de introspecção pessoal pelos canais de nossa percepção sensori­al: a vista, o contato, a audição, o olfa-to, o gosto.

Os exercícios servem para melhorar a circulação do sangue e a flexibilidade dos membros. Eles não são exercícios violentos, mas sobretudo posturas (às ve­zes complexas) que se compõem de mo­vimentos lentos. As asanas têm nomes de animais (cobra, corvo, leão), nomes em­prestados da natureza (lotus, árvore), no­mes de objetos (arco, arado), ou ainda nomes de figuras geométricas (triângulo).

A yoga é aconselhável para todos, sem exceção e qualquer que seja a idade Para as crianças pode ser fonte de diversão mas também de autodisciplina:

as âsamas melhoram sua facilidade de concentração e memória. Para a mulher grávida, podem ser modificadas à medi­da de seu estado. Entre elas, a yoga per­mite uma melhor relaxação, e muitas têm assegurado que seu parto foi mais curto e fácil graças a yoga. Os esportistas apre­ciam-na porque alivia suas tensões mus­culares e melhora o senso de equilíbrio e flexibilidade de todos os seus membros. Os pertencentes à terceira idade são cada vez mais numerosos (eles também são mais disponíveis) a praticar essa ver­dadeira arte de viver, pois a yoga é favo­rável ao sono, estimula a circulação, fa­cilita a digestão e, evidentemente acal­ma as dores de artrite e de artrose.

Vinte a trinta minutos por dia, são suficientes à sua prática, sendo o ideal fazê-lo cinco a seis dias por semana numa hora regular, longe das refeições, num local claro, calmo, bem arejado e de tem­peratura agradável. O material necessá­rio é o mínimo: um tapete ou um cober­tor dobrado em dois. . Uma almofada confortável para as posições de medita­ção ou os exercícios de respiração. Deve-se estar descalço ou de meias, usar rou­pas de algodão ou lycra. Nada impede que os exercícios sejam feitos ao ar li­vre, na floresta, na praia, no campo, mas sempre num local isolado. Por que não, ao nascer e ao pôr-do-sol? Uma osmose perfeita com a natureza.

* Publicado na revista Santé-Forme.

 
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