DHARANAYOGA, O SEXTO PASSO DO RAJAYOGA
Um mestre me perguntou se eu já
havia visto um rio! Em toda sua totalidade!
E desde esse dia comecei a me
questionar a respeito do caminho para verdadeiramente ver uma pessoa.
DharanaYoga é a sexta parte, das
oito partes, do Yoga Sutra de Patanjali ou RajaYoga, um exercício
yogui que tem sua base na prática da concentração, em um único
ponto, momento que é precedido pela contemplação plena de todas as
coisas e a individualidade delas, levando-nos a limitar a atividade
mental apenas ao interior do objeto contemplado. Essa contemplação
plena encaminha-nos à visualização e logo em seguida à
introversão.
DharanaYoga é ao mesmo tempo
concentração, contemplação e visualização.
A mente humana gosta de mudar de
objetos constantemente, e a televisão, submete nossas crianças,
adolescentes e adultos a mudarem a sua atenção quase que
instantaneamente, a cada 6 minutos durante a programação ou 30
segundos entre os intervalos comerciais. Esta atitude era muito
importante quando estávamos nos momentos iniciais da nossa evolução.
Tínhamos que estar atentos ao ambiente para qualquer mudança que
houvesse e decidir entre fugir ou lutar.
A superexposição a este tipo de
atenção transforma o indivíduo num ser de pouco senso crítico,
sem vontade de fazer planos a longo prazo..
A verdade é que existe apenas o
desejo de desenvolver o poder da concentração (Dhárana) com o
intuito de atingir a intuição linear (Dhyana) e assim alcançar a
iluminação (o Samádhi).
Na utilização da prática
contemplativa, a diferença entre Dharana(6a),
Dhyana(7a)
e Samadhi(8a)
está exatamente no nível de concentração empregado pelo
praticante no caminho para o estado não condicionado da
hiperconsciência.
O grande cientista em yoga,
Patanjali, nos tem dado certo número de instruções que são
preliminares para a concentração. A primeira instrução é yâma,
a segunda é niyàma, a terceira é asana, ou postura, e vale lembrar
que o que ocorre aqui no Ocidente, é que Yoga é quase sempre
identificada como se fosse asana, e como
PTPrririns raie
se cnct
hece rnmn Hatha
Ynaa. mmantn ctne
Patairiaii faz
referência unicamente a uma postura que seja fácil e ao mes: tempo
firme.
Para praticar Dharana é
imprescindível o exerci respiratório (pránáyáma), que nos
permite controlar o prána, < é a energia vital no sistema que
faz funcionar os pulmões e que pulsar o coração. O que o yogui
busca quando controla essa ener vital em seu sistema não é o
controle do alento, mas o controle prána, dessa energia que vitaliza
o corpo..
O passo seguinte para preparar-se
para Dharana Pratyahara, que efetivamente é reunir as forças da
mente que dispersaram e atrair a mente para dentro, e é isso
precisamente c o principiante deve fazer quando se senta para começar
a prática Dharana, que neste exato momento consiste em fixar a mente
um só lugar, definir o objeto e concentrar-se nele, pensar nele.
Se Dharana é concentração, e
consiste em fixar a mente um só objeto, em um só lugar e Deus é o
objeto da meditação, en Dharana é concentrar-se em Deus e pensar
nele. Em DharanaYo o objeto da
contemplação deve ser concebido
como se estive dentro do ser. O que Yoga ensina é que deveríamos
pensar em D< como se estivesse dentro de nós.
Quando uma pessoa concentra-se em
algo, aproxima do objeto de sua contemplação e em seguida vem a
etapa em c o objeto penetra em seu consciente, em sua mente e em suá
alr levando-o a alcançar uma conexão direta e absolutamente ínti:
com esse objeto.
E aconselhável praticar
DharanaYoga a partir do centro do coração Não do coração
fisiológico mas do coração psíquico ou místi que está situado
uma polegada acima da boca do estômago e interior do corpo. Aí está
o objeto central e pessoal para a prát de DharanaYoga. Esse caminho
transformará a mente. O centro coração é o ponto de partida para
o caminho espiritual.
Se você tem êxito na
concentração feita no centro coração, então os outros centros se
revelarão a você no devido tem] pois aos poucos a mente, que tem
permanecido no universo exteri é trazida a um só ponto e se
aprofunda nele pela concentração fe em plenitude. Alan
dWienezes (prof. de DharanaYaa)
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