Homenagem a Josina Borges de Carvalho
Josina uma Mulher Especial
Lúcia Lustosa Martins
Adaptado do Informativo ACEPY (I
semestre 2010)
Quem na
academia de Yoga Neusa Veríssimo teve a felicidade de receber
ensinamentos de Josina, não consegue esquecer sua dedicação por
aquela casa e por seu trabalho. Com a memória privilegiada que
tinha, estava sempre a fazer citações, e mesmo textos inteiros,
como "A Desiderata". Conhecia o corpo humano: anatomia e
fisiologia, explicando com clareza cada exercício e função.
Era uma
amante da natureza, reverenciava o sol, a terra, a lua, as estrelas,
a água, os pássaros, toda a criação divina, porque era uma mulher
de fé inquebrantável. Sua passagem pelo convento só a enriqueceu,
o que nem sempre acontece com as pessoas que não conseguem levar
adiante a vocação religiosa. E por falar em convento, graças a
essa passagem, ela teve a oportunidade de viver dois anos na França,
tornando-se fluente naquele idioma.
O
destino, um dia, a levou para os Estados Unidos, quando acompanhou o
enteado paraplégico, passando a fazer-lhe os exercícios e a dominar
o inglês. Realmente, ela era uma pessoa agraciada, tinha uma bela
voz, tocava piano e violão. Portanto, suas aulas de yoga não eram
somente os exercícios propostos por aquela atividade, eram lições
de vida e de uma vida rica de desafios, todos transpostos com
dignidade.
Josina
era aquela dona de casa que sabia cozinhar, fazer arranjos de flores
e tinha tudo em ordem, administrando e compensando bem sua doméstica.
Também costurava, remontava suas roupas e, recentemente, ao
freqüentar o Curso de Nice Firmeza, bordava belas peças. Pois é,
uma mulher assim deixar sua marca de sensibilidade e carinho por onde
passa, foi o que aconteceu com a Renovação cristã, grupo ao qual
pertencia, enriquecendo-o com seus vastos conhecimentos.
Para
mim, que a conheço há 11 anos, quando ingressei nas aulas de yoga,
ela era uma pessoa intensa, que não fazia nada pela metade. Em todas
as funções que exerceu esteve por inteiro, como religiosa, como
funcionária pública na Câmara dos Vereadores de Fortaleza, como
dona de casa, esposa e mãe por adoção. Revisava, Josino da Costa,
de uma área que ela não conhecia, a jurídica, e o fazia
satisfatoriamente.
Então,
neste momento difícil em que se encontrava, afastada de suas
atividades, Josina vinha recebendo a atenção e carinho não só de
sua família, mas também das muitas amizades que cultivou. D. Beda
foi ministrar-lhe a Eucaristia; ela freqüentava o Mosteiro de São
Bento. D. Aldo Pagotto, outro grande amigo, ligou de João Pessoa
para confortá-la. E as irmãs do lar da Universitária, para as
quais Josina deu aula de francês gratuitamente, a visitaram quase
diariamente, levando muita alegria e oração.
Os
amigos de Josina uniram-se à sua família tentando minimizar as
dificuldades que ela atravessou e proporcionar-lhe o melhor para seu
conforto e recuperação. Estivemos com ela nessa batalha ... . Que
Deus a abençoe hoje e sempre!
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